HACKEANDO A POLÍTICA

Desde 2008 venho procurando novas alternativas de se fazer política, desde que tomei conhecimento da iniciativa da "menina" Parisa Molagholi, então com dezenove anos, que foi eleita em 4 de novembro de 2002 (com 1,7% dos votos) para a câmara municipal da cidade de Vallentuna (um subúrbio de Estocolmo)

Representando  a Demoex - Democracia Experimental,  ela e um grupo de jovens  criaram uma maneira inteiramente nova de participação na política.

 

Molagholi não vota de acordo com suas convicções, nem de acordo com as instruções de seu partido: seu voto oficial na câmara municipal depende do resultado de uma votação online, que é realizada previamente no website da Demoex. Qualquer residente de Vallentuna que tenha completado 16 anos pode se registrar no site, e participar das votações; qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo, pode participar dos debates (se souber escrever em sueco).

Embora a Demoex não assuma nenhuma posição política,  defende uma única ideologia: ampliar a democracia nas sociedades. Demoex sustenta que a atual tecnologia disponível já superou a política e pretende, através do uso da tecnologia da informação, criar o que se denominou de democracia líquida.

Então em 2010 fui em Curitiba participar da CICI - Conferência Internacional de Cidades Inovadoras, onde dentro de uma ampla e diversa programação de workshops, entre eles um que apresentou a metodologia Cityshare  cujo  objetivo  era inspirar os participantes a dialogar sobre a responsabilidade de cada cidadão na formação de redes sociais para o reflorescimento das cidades, por meio de projetos inovadores e sustentáveis visando assim a CONSTRUÇÃO DE CIDADES INOVADORAS.

Mas para mim o mais inovador mesmo foi uma atividade, tipo "Roda de conversa" cujo tema era as "novas formas de se fazer política", cuja soma dos resultados serviriam  para serem incorporados na criação da Rede Sustentabilidade.  Isso me entusiasmou muito em ver que no Brasil também, já em 2010 estavam pensando de fato na renovação da política nacional.

Em 2014 então, sabendo da resistência ferrenha dos políticos tradicionais para a reforma política, que segundo eles  tiraria o poder do partido político e empoderaria o voto, juntamente com um amigo, nos aproximamos de um jovem candidato a Deputado Distrital, em que eu propunha em caso de vitória, que teríamos um "conselho" para juntamente com ele gerir o mandato, o que seria o "Mandado Coletivo". O que embora ele inicialmente aceitou e viu com bons olhos, foi prontamente recusado pelo partido.

De 2014 a 2018 participei de várias rodas de conversas, oficiais, oficiosas nos "networks" ao final de eventos,  em que sempre pontuava que as novas tecnologias e redes sociais iriam alterar profundamente a nova forma de se fazer política, e o que poderíamos fazer de concreto para se integrar nesse contexto e fazer parte dessa mudança histórica! Confesso que até hoje tinha visto muita teoria e pouca prática.

Então com a Rede de Sustentabilidade que teve o insite de abrir para a comunidade a possibilidade de colocar suas sugestões para a criação de seu partido em 2010, e  proporcionou a oportunidade da "Candidatura Cidadã", vi efetivamente como fazer a "transmutação" necessária que  Marina Silva pontuou em várias oportunidades, fazendo a mudança progressiva estando dentro do partido!

Então agora a mudança , que em 2008 eu vislumbrava como uma evolução com a "Demoex", em que em 2014 eu propunha um "Conselho" no mandato, em Alto Paraíso teve o "Mandato Coletivo", e  em 2018 a "Candidatura Cidadã".

Podemos então entender que tudo que possa aparecer de novo agora, é fruto de muito trabalho, experiências exitosas ou não, mas consciente que a tal da democracia está sendo usada de forma a privilegiar interesses não tão republicanos, e a hora de mudança é agora.

Sabemos que não pode ser o tal de "copiar e colar" mas sim construirmos juntos,  um futuro mais promissor, sem medo de ser feliz!

E quem se prepara desde 2010 é a Rede Sustentabilidade que após muito trabalho de base, propos essa "revolução" na nova forma de se governar!

Perdemos em 2018 essa histórica possibilidade de finalmente colocar no Brasil a verdadeira democracia que o brasileiro merece e nos afastar definitivamente dessa democracia atual que não atende o cidadão.

Por isso jovens, agora é  hora de se mirar na Parisa Molagholi, que com coragem, persistência e inovação parou de reclamar e foi à luta. Acredite que agora é a sua hora  de mudar os rumos de nosso país e agarrar essa oportunidade com toda sua força, para uma grande mudança.

Seja conscientizando amigos e  parentes a conhecerem de perto as propostas inovadoras, sérias, consistentes e com muita sabedoria  e com pessoas honestas e capacitadas como voce, com a "faca nos dentes e sangue no olhos" devem fazer a diferença!

Vamos juntos trabalharmos para sairmos de uma das piores crises de nossa história!

                                                  CANDIDATURA CIDADÃ!

 

A Rede Sustentabilidade em uma iniciativa inovadora e democrática está abrigou candidaturas de cidadãos que não faziam parte de seus quadros, mas que compartilhavam de seus ideais, comprometida com a transparência de seus processos internos e empenhada na renovação de suas lideranças. Colocando-se à frente de outros partidos

 

A Rede Sustentabilidade é fruto de um movimento aberto, autônomo e suprapartidário que reúne brasileiros decididos a reinventar o futuro do país.

É uma associação de cidadãos e cidadãs dispostos a contribuir de forma voluntária e colaborativa para aprofundar a democracia no Brasil e superar o monopólio partidário da representação política institucional.

A efetiva participação de brasileiros e brasileiras nos processos decisórios é condição fundamental para a promoção do desenvolvimento justo e sustentável.

Aberta ao diálogo e construída com a participação direta de seus integrantes, a Rede Sustentabilidade é um espaço de mobilização e inovação, no qual floresce uma nova cultura política.

Shalon Silva

Diretora de Tecnologias Sociais e Digitais

Fundação Rede de Sustentabilidade

O REDELAB é um laboratório de inovação na política que pretende ser um ambiente colaborativo de experimentação que promova a participação cidadã.

 

Engaje-se com a Rede!

Lucas Brandão

Coordendor de Políticas Públicas e ações institucionais da Rede Sustentabilidade

Acreditando na experimentação, na colaboração e na participação cidadã.